Para o tempo presente que experienciamos, urge pensar sobre os alicerces que nos fundam, que nos empurram, puxam e que nos movem. Mais do que nunca, a partir de mim, é importante respirar. Deixo vocês com esse trecho do livro Cidadela do Antoine de Saint-Exupéry, que escreveu o tão conhecido Pequeno Príncipe. Vamos imergir nas forças que nos atraem e nos repelem nos nossos territórios particulares e públicos, com clareza, determinação, mas também com calma:
"Se os fins
não têm significação, para o que hei de tender? - me perguntas. E eu,
em resposta, te revelarei esse grande segredo que se esconde sob
palavras vulgares e simples e que a sabedoria me ensinou a pouco e
pouco, ao longo da vida: preparar o futuro é, afinal, alicerçar o presente. Os
que vão atrás das imagens longínquas, fruto da sua invenção, perdem-se
na utopia e nos preparativos e nos sonhos. A única invenção verdadeira é
decifrar os aspectos incoerentes e a linguagem contraditória do
presente. Se, em vez disso, condescendes com essas banalidades que são
os teus sonhos ocos relativos ao futuro, és semelhante àquele que julga
poder inventar a sua coluna e construir templos novos no bico livre de
sua pena. Como encontraria ele o inimigo, o poderia alicerçar? Contra
quem modelaria sua coluna? O desgaste que a vida vai produzindo na
coluna durante gerações e gerações é que alicerça a coluna. Mesmo que
não passasse de uma forma, tu não a inventas, vais polindo a mercê do
desgaste. E assim nascem as grandes obras e os impérios.
O presente é sempre a única coisa que urge por em ordem. Para que discutir aquela herança? Tu não tens de prever o futuro, mas sim de o permitir."
Plim!

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