terça-feira, 16 de julho de 2013



Pessoas moventes, 

a partir de 12 de agosto teremos aulas de Yoga num lugar lindo em Copacabana! 
Sempre  segunda 19h e quinta 20h, na Rampa Lugar de Criação, na Rua Sa Ferreira, em Copacabana.
Pertinho do metro! 

Nossa proposta de vivência se alicerça em três princípios fundamentais do Yoga: respiração, presença e abertura. A atividade é realizada em silêncio, permitindo aos «movedores» estarem presentes em toda extensão do movimento. No Yoga este entendimento possibilita ao ser-humano maior segurança e clareza nas suas ações como um todo. Quando nos movemos ativando um estado de presença sem julgamentos, a partir de um trabalho de respiração e escuta, nosso corpo se disponibiliza também em mover os sentidos e, desta forma, nossos conteúdos e nossas fronteiras.

Venham conhecer e praticar!

Saiba mais: http://coparampa.com.br/workshops/hatha-yoga-com-luisa-coser/


Luisa Coser


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Haja hoje

Para o tempo presente que experienciamos, urge pensar sobre os alicerces que nos fundam, que nos empurram, puxam e que nos movem. Mais do que nunca, a partir de mim, é importante respirar. Deixo vocês com esse trecho do livro Cidadela do Antoine de Saint-Exupéry, que escreveu o tão conhecido Pequeno Príncipe. Vamos imergir nas forças que nos atraem e nos repelem nos nossos territórios particulares e públicos, com clareza, determinação, mas também com calma:

"Se os fins não têm significação, para o que hei de tender? - me perguntas. E eu, em resposta, te revelarei esse grande segredo que se esconde sob palavras vulgares e simples e que a sabedoria me ensinou a pouco e pouco, ao longo da vida: preparar o futuro é, afinal,  alicerçar o presente. Os que vão atrás das imagens longínquas, fruto da sua invenção, perdem-se na utopia e nos preparativos e nos sonhos. A única invenção verdadeira é decifrar os aspectos incoerentes e a linguagem contraditória do presente. Se, em vez disso, condescendes com essas banalidades que são os teus sonhos ocos relativos ao futuro, és semelhante àquele que julga poder inventar a sua coluna e construir templos novos no bico livre de sua pena. Como encontraria ele o inimigo, o poderia alicerçar? Contra quem modelaria sua coluna? O desgaste que a vida vai produzindo na coluna durante gerações e gerações é que alicerça a coluna. Mesmo que não passasse de uma forma, tu não a inventas, vais polindo a mercê do desgaste. E assim nascem as grandes obras e os impérios.

O presente é sempre a única coisa que urge por em ordem. Para que discutir aquela herança? Tu não tens de prever o futuro, mas sim de o permitir."



Plim!

terça-feira, 2 de abril de 2013


Você já ficou em silêncio hoje, digamos, por pelo menos 10 minutos? É sobre isso que gostaria de conversar hoje, esta reserva de espaço-tempo a que consacramos em fazer nada durante o dia. E quando digo «nada», não estou falando de dormir senhoras e senhores. Pode parecer também paradoxal a dupla fazer-nada sendo que o verbo fazer indica uma ação e o substantivo nada indica falta de ação ou materialidade. Então como seria, eu vos pergunto, se dedicar um pouco em agir na ausência?

Diante desta pergunta, me veio a inversão dos termos e coloco pra vocês: como seria então deixar a ausência agir? Estamos sempre inclinados a preencher e ser preenchidos por ocupações, de maior ou menor relevância, para não deixar essa ausência falar? Acredito que através da experiência, podemos, cada um, ampliar nossa disponibilidade de escuta. Acredito que quando estamos em silêncio, o vazio é um preenchimento lindo de conexões. Então, vocês podem concluir, o vazio não existe, o nada não existe da forma como imaginamos. Se pensarmos o vazio como uma possibilidade, ele não pode ser concreto, ele não pode ser fechado, o vazio é aberto. O vazio é um espaço aberto.

Na minha pratica, sempre proponho aos «movedores» de realizarem as atividades em silêncio, de estarem presentes em toda extensão do movimento. No Yoga este entendimento possibilita ao ser-humano maior segurança e clareza nas suas ações como um todo.

Proponho uma experiência: retire-se um momento no seu dia, num espaço de conforto e aonde não possa ser importunado, e fique em silêncio, tentando não se concentrar nos seus pensamentos, não julgar as idéias que vêm, nem deixando a primeira dificuldade lhe frear. Escute sua respiração e as batidas do seu coração. Se quiser, podemos trocar as experiências depois.

«Nada me pareceu tão útil ao homem como o silêncio e a lentidão. Por isso os tenho honrado sempre como deuses por demais esquecidos» Antoine de Saint-Exupéry, do livro Cidadela.

Para quem desejar, estou disponível para uma orientação-atendimento individual. Mais informações abaixo.

Até!

sexta-feira, 15 de março de 2013

bem-vindos e bem-vindas


“ O limite se abre violentamente para o ilimitado; ele encontra-se como que arrebatado de repente pelo conteudo que rejeita e definido por esta plenitude estrangeira que o invade até o coração. A transgressão carrega o limite até o limite de seu ser (...).” (Michel Foucault)

Decidi começar o primeiro post deste jornalzinho virtual com este trecho do Foucault do texto “Préfaces à la transgression” (Pref’acios à transgressão). Eu o encontrei por acaso num livro que em francês se chama “L’interdit et la transgression” (O proibido e a transgressão), de artigos sobre o tema. 

Vocês podem estar se perguntando “mas o que isso tem em comum com a proposta do blog e, consequentemente , com o meu trabalho?”.  Então vamos la. Desde que comecei a trabalhar com praticas somaticas e dinâmicas corporais, fui percebendo como é possivel redimensionar conteudos que, aparamentemente, se apresentam fixos no nosso entendimento psico-fisico. Estes conteudos vão de simples habitos comportamentais a traumas mais complexos posturais. Nos não iremos enumerar todas as possibilidades de conteudos a serem trabalhados. O interesse desta postagem sendo outra, nos limitaremos aqui a um convite à reflexão. Um trabalho com o corpo é um trabalho fora do corpo também, isto é, uma exploração de limites, uma investigação sobre como nos vemos e ao mundo. Dessa forma, nos importa pensar a transgressão em termos muito menores ao que nos acostumamos a pensar. A transgressão, neste caso, pode ser inserida como uma pratica de quebra de referências e padrões para uma abertura da visão micro e macro sobre nossas ações no mundo. 

Mas como? “ Arrebatado de repente pelo conteudo que rejeita e definido por esta plenitude estrangeira que o invade até o coração”.  Quando nos movemos ativando um estado de presença sem julgamentos, a partir de um trabalho de respiração e escuta, nosso corpo se disponibiliza também em mover os sentidos e, desta forma, nossos conteudos e nossas fronteiras. 

A transgressão nada mais é  então que a afirmação dessa possibilidade: o deslocamento dos limites e a ampliação de espaços sensoriais e musculares. Se for preciso traduzir isso para outros termos, eu diria que o maior beneficio é o bem-estar em si e com o outro, deixando cada um crescer no seu “cada um” se respeitando, se questionando, se acalmando, se conhecendo... num crescente infinito.
Vamos nos construir juntos? 

Deixo vocês com essa imagem linda de um trabalho de Tatiana Parcero



Até breve!